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Medicina preventiva: Economia e bonificação para operadoras

Programas de prevenção de riscos resultam em economia e melhoria da qualidade de vida de beneficiários

Adalton dos Anjos

Estudos realizados nos 34 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indicam que para cada dólar investido em prevenção de saúde economizam-se três. As ações das operadoras para a promoção de hábitos saudáveis voltados para a prevenção de riscos e doenças têm sido cada vez mais diversificadas na tentativa de atrair clientes e diminuir os custos. A Sul América Saúde, por exemplo, investe cerca de R$ 1,5 milhão por mês no seu programa Saúde Ativa, que já atendeu 200 mil segurados. Em compensação, em termos financeiros, os resultados de 2010 mostram que o grupo de ativos no programa foi 15% melhor em comparação aos outros clientes.

“Os retornos dos investimentos em saúde preventiva são obtidos a médio e longo prazo. Primeiramente visamos a conscientização da população sobre a importância e bons hábitos e depois estimulamos a utilização dos serviços disponibilizados pelos programas que geram maior controle do custeio assistencial”, explica a gerente de prevenção e assistência da Camed, Maria Sandra Cavalcante. A operadora, que implantou o seu primeiro programa há 27 anos, comemora a participação de mais de 39 mil beneficiários entre janeiro e agosto deste ano.

Na Sul América, o retorno dos recursos para o programa reflete também uma melhoria na qualidade de vida dos beneficiários. A redução do número de complicações por conta da menor quantidade de diárias de internação e de atendimentos em Prontos Socorros resultou em um aumento do nível de satisfação do segurados (94%). Para a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os programas de prevenção de riscos representam o futuro econômico das operadoras. “É uma forma de as operadoras se sustentarem no setor, pois com o envelhecimento dos usuários há um aumento de custos e gastos”, conta a diretora do órgão, Martha Oliveira.

Mas nem sempre é preciso uma grande soma de investimentos para implantação de programas de prevenção de riscos por uma operadora. Na Camed, por exemplo, a equipe e a própria estrutura que o plano de saúde já tem foi usada para o desenvolvimento das ações do Programa Promovendo Saúde, Programa de Prevenção Odontológica, entre outros.

Na Amil, maior operadora de saúde do Brasil, com uma carteira de mais de 5,6 milhões de beneficiários, vários programas de prevenção são adotados desde 1978. Com um banco de dados de mais de 20 milhões de riscos e eventos, Cláudio Tesla, executivo da companhia, explica que 80% dos clientes participam do Estudo de Cobertura de Riscos, criado em 2006, desde a entrada no plano de saúde.

Mesmo com a participação dos usuários e o desenvolvimento de vários programas de saúde, a empresa afirma que não tem por objetivo o viés econômico. “Não temos a intenção de investir nisso como retorno financeiro. Com o nosso conceito médico de gestão, a prevenção é muito lógica. Não tem como o médico fazer gestão em saúde sem atuar em prevenção”, afirma Tesla.

“A cultura da prevenção de saúde é saudável tanto para os hospitais, quando para as operadoras e o próprio beneficiário. As casas de saúde representam a ponta da prestação de serviços da maior parte das operadoras que, somente um trabalho conjunto que, desde já nos dispomos a fazer e a contribuir terá sucesso”, opina o vice-presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP), Francisco Balestrin. Para ele, ainda falta a introdução de incentivos tanto do ponto de vista financeiro quanto regulatório.

Fonte: Portal Diagnóstico Web

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